quarta-feira, 18 de maio de 2011

Àgata Vermelho Mosaico

Carlos Lima

Juiz Internacional

“Uma só melanina ou duas”

Nova Mutação ou Novo Conceito

A época das mutações vive um momento deveras importante no desenvolvimento e aperfeiçoamento de novas variedades, procurando os Ornitólogos, cada vez melhorar o seu genótipo e fenótipo.

Esse aperfeiçoamento consiste em introduzir o denominado factor de refracção azul na estrutura das penas dos canários.

A série azul trata-se de uma mutação que anula por completo a phaeomelanina e mantém a eumelanina cinzenta e negra, a que nós denominamos ‘canário com duas melaninas’; este fenómeno consiste em transmitir uma grande luminosidade e transparência na cor, que reflecte matizes de tom azulado ( factor óptico ).

Geneticamente, o ‘factor azul’ é codominante e de carácter acumulativo.

As mutações são privilégio de alguns criadores, que, com a sua insatisfação genética, através de acasalamentos ou linhas consanguíneas, utilizando para o efeito diversas fêmeas que são acasaladas a um único macho, procurando-se com este método criar ou fixar novas variedades ou raças.

As mutações nem sempre apareceram através da cor ancestral verde, mas também nos Àgatas, Castanhos e Isabel.

Graças à sua fixação, os canaricultores, através de rigorosos estudos genéticos e utilizando os factores acumulativos, hoje em dia podemos admirar uma grande e diversificada variedade de novas raças.

Cada criador tem as suas preferências sobre cada nova mutação, sem contudo muitos poderem dar uma explicação científica sobre o fenótipo dos seus canários, que apresentam diferenças ( desenho dorsal ) na mesma variedade.

Esta situação, podemos dar como exemplo o que acontece com as diferentes tonalidades da melanina dos canários Topázios em que se apresentam:

-negra antracite

-cinzentas

-beige escuro

-beige claro

O que, em face desta anomalia genética, temos toda a convicção em afirmar que os canários de cor possuem em seu património genético, uma, duas e três melaninas, a saber:

-melanina negra

-eumelanina

-phaeomelanina dispersa


Quando a melanina negra, por motivos de mutação, se separa temos um canário castanho ( eumelanina + phaeomelanina dispersa ); no entanto, caso a phaeomelanina, por mutação, desaparece dos dorsos dos nossos canários, estamos perante o factor de refracção azul ( melanina negra + eunelanina mutada ).

Desde alguns anos, dedico o meu estudo a este factor de refracção azul ou óptico, procurando introduzi-lo em todas as variedades do meu plantel ( linha Clássica, Pastel e Topázio ).

Com o decorrer dos anos e através de muitas experiências e algumas alegrias e desilusões, e mantendo sempre os acasalamentos em consanguinidade, trabalhando unicamente com canários que apresentam na sua estrutura melânica o factor de refracção azul e que possuam apenas duas melaninas.

Este trabalho de persistência faz com que, no meu plantel de canários atrás mencionado, aparecesse uma nova mutação ou conceito de canário, que apresenta uma só melanina.

Estes canários que possuem aquela característica mutante ( uma só melanina ) fenótípicamente apresentam uma só melanina, que é totalmente negra, sem qualquer vestígio da eumelanina mutada ( castanho ).

As melaninas destes exemplares têm um maior contraste, apresentando nas inter estrias um lipocromo mais luminoso.

Esta mutação ou novo conceito não é uma situação nova, pois tive ocasião de o verificar em alguns criadores Europeus, tornando-se esta anomalia uma obsessão para fixá-la através de cruzamentos em linha consanguínea, razão porque esta mutação apresenta diversas tonalidades de melanina nos canários Àgatas, Topázios e Pastéis, sem que nós, criadores, encontremos qualquer explicação científica.

Sem sombra de dúvidas, o futuro do canaricultor, no que engloba os canários de cor, tem de passar pelo melhoramento das mutações existentes, tendo como filosofia, o verdadeiro conhecimento do novo conceito dos canários ( opinião muito pessoal ) que possuem uma, duas ou três melaninas, que aparecem hereditariamente como:

-recessivas

-ligadas ao sexo

-acumulativas

Todos estes conceitos por mim referenciados, têm a finalidade e a importância de transmitir aos canaricultores do meu país, que a sua evolução passa por adquirirem cada vez mais conhecimentos sobre a genética e a sua aplicação na Ornitologia.

Finalizando, todo o canaricultor que continue a desenvolver o seu hobbie, através de processos conservadores, utilizando os processos de acasalamentos tradicionais e não evoluindo geneticamente, é quase impossível conseguir nos seus plantéis canários campeões.

Satiné

Esta mutação é hereditária recessiva e ligada ao sexo, como tal idêntica ao factor pastel.
O Satine actua como bloqueador da produção da melanina negra (olhos vermelhos, bico patas e unhas são claras), fazendo desaparecer totalmente a eumelanina negra bem como a phaeomelanina castanha.
O desenho da cabeça, dorso e flancos deve ser nítido, fino e curto. A cor beige escura sobre um fundo muito claro, realça o contraste do desenho dorsal.


Neste canário o criador deve ter presente no seu trabalho (acasalamentos) dois pontos chave importantes a saber:
1- Se procurarmos aves muito brancas corremos o risco de perder o desenho da cabeça.
2- Se perdemos o desenho dorsal, como consequência perdemos o contraste.
3- Se pelo contrario acentuarmos demasiado o desenho dorsal, obteremos exemplares muito marcados, mas com estrias demasiado largas e compridas.


Como tal um exemplar de qualidade deve possuir, nas rémiges um branco o mais puro possível e bem visivel.
O desenho fino e curto (partido), as estrias bem visíveis partindo da cabeça dorso e flancos. A cor deve ser tonalidade beige, nem muito clara nem muito escura.
Para obtermos um desenho típico, próximo do Standard COM devemos evitar cruzamentos com canários clássicos (negros e castanhos), pois assim estamos a prolongar e alargar as marcações dorsais (estrias).
O criador destas aves deve ter como finalidade, procurar obter canários portadores resultantes de Ágatas ou isabeis, que tenham um desenho fino e curto.
No entanto o método melhor de acasalamento é Satine X Satine. desde modo consegue-se visualizar a quantidade e os defeitos de cada reprodutor.
Dando continuidade ao acima referido, procuro acasalar um exemplar com estrias pouco visíveis com outro exemplar muito bem marcado (lei da compensação), com incidência na cabeça. É de grande importância termos atenção à qualidade de plumagem dando sempre preferência aos exemplares de pena curta.


Resultado dos Acasalamentos


1- Satine x Satine
100% Satine
2- Macho Portador Satine x Fêmea Satine
25% Macho Satine
25% Macho portador de Satine
25% Fêmeas Satine
25% Fêmeas Clássicas
3- Macho Satine x Fêmea Clássica
(Isabel ou Ágata)
50% Macho Portador Satine
50% Fêmeas Satine
4- Macho Portador Satine x Fêmea Clássica
(Isabel ou Ágata)
25% acho Portador de Satine
25% Macho Clássico (difícil de distinguir só através
de uma analise do seu genotipo,
nos cruzamentos posteriores).
25% Fêmeas Satine
25% Fêmeas Clássicas


Autor: Carlos Lima

Reprodução de Canários

O ciclo da reprodução dos canários, desde a postura dos ovos até que as crias saiam do ninho, dura cerca de um mês. Durante esse tempo, os pássaros têm de cumprir uma série de obrigações que são reguladas por processos biológicos complicados. Se uma das fases desse processo não se desenrola normalmente, todo o ciclo pode ser perturbado. Não devemos de maneira nenhuma intervir na sequência natural da reprodução.
É necessário lembrarmo-nos de que os canários são individuais e que têm gostos diferentes. Não podemos portanto tratar todos da mesma maneira, o que aliás se aplica de uma maneira geral à criação de todos os animais.
Dizem os entendidos que há aves mais fáceis de criar do que os canários, eu penso que não é difícil, desde que se tenha espaço, gosto e paciência, principalmente no início.
Um dos primeiros problemas que surge é quando juntar os canários. Eles são muito influenciados pela duração do dia mas penso que também são sensíveis ao aumento das temperaturas. Eu tenho procedido à junção dos casais no final de Fevereiro, (a minha região é muito fria). Os meses de Março, Abril, Maio e Junho são os meses de criação.
Há basicamente dois métodos. Um consiste em juntar o macho e a fêmea durante todo o ciclo, para que ambos partilhem as tarefas como um "bom casal". É talvez o mais natural e deve ser posta em prática desde que não haja nenhum inconveniente. O outro método consiste em retirar o macho no final da postura ou porque ele é agressivo e pode perturbar o choco, ou porque queremos aproveitar as boas qualidades do macho para juntar a outra fêmea. É necessário estar atento. Há machos que criam melhor os filhotes do que as próprias fêmeas e há fêmeas que abandonam o ninho se o macho for retirado. O melhor é conhecer bem as aves e optar pela melhor solução para cada caso.

Pododermatites ou Inflamação no pés

Revista UOVP-Junho 1996





















Pododermatite é o nome científico dado para problemas inflamatórios dos pés. Existem várias causas para esta patologia, dentre elas temos:







1.Pododermatites de contato:
Causadas por substâncias abrasivas de gaiolas, poleiros ou fundo das gaiolas, geralmente pinturas ou soluções desinfetantes em concentração alta, ou mesmo medicamentos como soluções de iodo; solo abrasivo para as aves que tem contato com estes.







2.Bouba:
O vírus da bouba (poxvirus) causa uma inflamação, na verdade um epitelioma (tumor) na ponta dos dedos, podendo levar à perda total destes. Existem outras áreas do corpo acometidas. É altamente transmissível, e pode levar à morte.







3.Deficiências nutricionais:
Problemas de vitamina A, Zinco, Biotina, etc., podem causar diferentes sintomas na dependência da causa.







4.Picadas de insetos (mosquito e pernilongo) e piolhos:
Podem causar uma inflamação inicial que predispõe à infecção bacteriana, mas de qualquer forma a própria picada gera um grande incômodo para as aves.







5.Traumatismos:
Anilhas com rebarbas, objetos cortantes na gaiola, etc., podem lesionar e até fraturar os dedos dos pés. Unhas longas são predisponentes para traumatismos.







6.Outras:
Autotraumatismos, sujeira, deformações congênitas, má-formações, etc.







Uma das mais importantes patologias dos pés é a pododermatite necrosante e contagiosa dos canários, muito bem relatada pelo Dr. Jorge Vanderlei Bertussi – Criador de canários e Médico Veterinário locado na Bahia.
Descreve Bertussi que, todo o início do processo está ligado à soluções de continuidade (feridas) causadas por piolhos, insetos e outras lesões de pele nos dedos dos canários. Pode acometer outras espécies, mas está bem caracterizada em canários. As aves atingidas ficam apáticas com os pés levantados por causa da dor. Podem adotar o fundo da gaiola como refúgio, perdem o apetite e morrem.
Na pododermatite ocorre uma inflamação no dedo, com aspecto de nódulo arredondado, situado nas articulações dos dedos ou na base da unha onde há a inserção desta. Aumentam de volume rapidamente e assumem coloração avermelhada evoluindo para o amarelo (pus). Este pus é causado pelas infecções bacterianas que ocorre nos tecidos lesionados anteriormente. Esta lesão pode evoluir para necrose dos pés e um quadro de infecção generalizada (septicemia), levando a ave à morte.
Todos os tipos de lesão da pele e patas geram inicialmente uma alteração vascular do tipo congestiva, com edema do local, fragilizando os tecidos adjacentes. Neste local ocorre o favorecimento de infecções de bactérias como Corynebacterium piogenes, Arthropyogenes sp (bacterium). Staphyloccocus aureus e Streptoccocus sp.
Quando o organismo não tem condições de reação própria e quando não tratamos adequadamente em tempo hábil, o quadro se agrava. Esta bactéria encontram-se em estado normal na pele das aves, mas o desequilíbrio imunológico-psicológico-físico leva a infecções severas.
A maioria das patologias dos pés podem causar seqüelas como artrose (atrofia articular), queda das unhas, necrose de dedos ou mesmo das patas. A outra pata não atingida acaba ficando comprometida pelo peso que fica sobre ela, pois a ave recolhe a pata afetada. Muitas vezes ela apóia o peito no poleiro e começa a ferir a quilha. Neste local pode haver uma infecção também.
O tratamento deve ser realizado localmente com limpeza várias vezes ao dia usando líquido de dakin e uma loção antibiótica SEM CORTICÓIDE. O tratamento sistêmico é muito necessário por causa do risco de septcemia. O ideal é realizar uma cultura e antibiograma para saber qual a bactéria e quais os antibióticos os quais é sensível. Devemos sempre isolar as aves doentes. Uma boa nutrição e hidratação é importante para manutenção desta ave.

Pequenos problemas na reprodução

A estação de criação é para os criadores uma fonte de questões e também de problemas. Eis aqui alguns deles referentes aos ovos e aos filhotes no ninho.


O que fazer com os ovos claros?

É normalmente por volta do sexto dia que o criador observa se os ovos estão fecundados. Quando não estão, são chamados de "claros". Deve-se então retirá-los?
Sim, se todos estiverem claros. A fêmea fará então uma outra postura: postura de substituição.
Certos casais, contudo, são capazes de identificar ovos claros. Podem até expulsá-los do ninho. Porém a maior parte dos casais não fazem isso. Assim, retirando-se esses ovos evita-se que a fêmea se desgaste por uma incubação inútil. Também ganha-se tempo. É interessante que o criador conserve cuidadosamente um ou dois ovos claros. Podem servir para um outro ninho. Deve-se juntar um ovo claro a uma ninhada pouco abundante de pequenos pássaros.
O ovo claro evita que os filhotes novos sejam esmagados acidentalmente. Num ninho, vazio, o ovo claro pode estimular a postura ou, como se verá, constatando-se se um casal não come os ovos. Se numa postura ocorreu apenas um ovo claro, estando os outros fecundados, deve-se então deixá-lo.


Ovo rachado e ovo furado.

Se um ovo acidentalmente rachado, é possível conservá-lo usando-se cola ou gesso com um pincel. Geralmente, porém, este ovo gora pela contaminação com micróbios. Quando um ovo está furado, isto geralmente acontece devido às unhas muito pontiagudas dos pais. Esse ovo não se desenvolverá. É muito raro que o ovo seja furado por uma bicada; o furo seria muito maior e, frequentemente, quando isso ocorre, o ovo é comido pelos pais. É necessário observar para que as unhas não fiquem afiadas e, se necessário, deve-se cortar suas pontas com tesoura.


É preciso retirar-se os ovos e depois retorna-los ao ninho?


Muitos criadores retiram os ovos que vão sendo postos até o terceiro para então, devolvê-los juntos ao ninho. Os ovos retirados são colocados sobre algodão ou painço e diariamente revirados para se evitar que o embrião cole na casca. Eles fazem isso para conseguir uma eclosão agrupada. É que, frequentemente, o filhote nascido por último fica menor e, assim, essa demora de crescimento pode levar ao abandono pelos pais e à morte. A morte de um filhote pode prejudicar a totalidade deles se o cadáver não for removido.
Os ovos são postos isoladamente: um ovo por dia, e dois dias podem separar o primeiro do segundo ovo. Portanto, as eclosões são agrupadas. Ela pode ocorrer num mesmo dia ou dois dias somente. Na galinha, vinte pintainhos podem eclodir ao mesmo tempo.
Experiências têm mostrado que a fêmea move os ovos regularmente. Isso pode ser verificado pela marcação suave com um lápis. Deslocando-se os ovos ela permite uma incubação regular: os ovos situados na periferia recebem menos calor que aqueles do centro do ninho o que poderia acarretar uma demora no seu desenvolvimento. A fêmea muda então os ovos do centro para a periferia e vice-versa. Alguns casais de aves parecem poder avaliar o grau de desenvolvimento do embrião, seja pelo equilíbrio do ovo, seja pelos primeiros gritos dos filhotes prestes a nascerem. A movimentação dos ovos pode ser necessária quando a ninhada chega de 4 a 6 ovos ou mais. Ela tem a finalidade de assegurar a eclosão agrupada. No ovo, o futuro embrião fica admiravelmente suspenso, de tal modo que esteja no alto, sobre a gema. Em seguida as ligações embrionárias protegem o embrião e o sustentam. O embrião pode correr o risco de colar na casca. Num ovo gorado pode-se observar um embrião imperfeito, colado na casca; isto ocorre após a morte do embrião. Ela pode ser acidental (resfriamento), genética (tara) ou microbiana.


Os recém-nascidos jogados para fora do ninho.


A eclosão geralmente ocorre pela manhã e é quando o criador encontra 1 ou 2 filhotes fora do ninho, já frios. Se eles ainda se movem, pode-se aquecê-los com um bafejo antes de retorná-los ao ninho. Porém deve-se ter mais atenção e revê-los sempre, pois correm o risco de serem novamente jogados para fora.
Aí surge uma dúvida; foi acidente ou foi acto voluntário? A confirmação do ato voluntário é dada por pequenas feridas produzidas pelo bico do pai que expulsou os filhotes, geralmente causadas numa pata ou asa do filhote. Quando isso acontece, pode-se colocar os filhotes no ninho de um outro casal, onde geralmente são bem acolhidos quando nesse novo ninho existem filhotes de idade semelhante. Se os filhotes são recolocados com a mãe, é conveniente retirar-se o macho. Geralmente o macho é o culpado. Para ele, os filhotes no meio dos ovos não eclodidos são tomados como intrusos ou corpos estranhos que precisam ser retirados. Durante a incubação e na semana subsequente os pais vigiam atentamente a limpeza do ninho. É raro que todos os filhotes sejam expulsos; eles não o são quando fica ainda um ou dois ovos no ninho, após sua eclosão.


O número óptimo de filhotes.


Quando existem muitos filhotes num ninho raramente eles se desenvolvem convenientemente. Frequentemente um fica mais atrasado, seja o último a nascer, seja uma mutante. Toda a ninhada pode ter seu desenvolvimento retardado porque os pais não conseguem satisfazer a todos os filhotes. Ao contrário, se a ninhada é de apenas um filhote, ela arrisca ser abandonada pelos pais quando desejam recomeçar uma nova ninhada. Existe um número óptimo de filhotes. Ele depende das aves. Para os canários e pequenos exóticos é de três filhotes, raramente quatro. Dessa forma tem-se maiores chances de obter-se pássaros grandes. A procura dos filhotes pelo alimento é muito importante para estimular os pais, mas não deve ser excessiva e, por conseguinte, para que todos os filhotes sejam bem nutridos. É interessante que o criador equilibre as ninhadas, às vezes removendo um ou dois filhotes. Se eles não estiverem anilhados, pode-se marcá-los com um hidrocor. Quando começarem a emplumar fica fácil de identifica-los. Salvo quando houver necessidade, não se deve provocar a saída dos filhotes do ninho. É preciso que saiam por si só. Se forçarmos a saída deles, ficarão mais selvagens, mais tímidos. Ficando mais tempo no ninho, sentem-se mais seguros. É possível que anomalias de comportamento sejam provenientes de uma "má saída" do ninho.

Pequeno dicionário da canaricultura

ALELOS
Genes em que se designam os caracteresANILHA
Abraçadeira inviolável para controle de criaçãoAUTOSSOMAL
Mutação independente do sexo dos indivíduos do casalCAROTENO
Pigmento de cor laranja ou vermelhaCATEGORIA
Forma pela qual o lipocromo é distribuído na plumagemCLOACA
Orifício comum à reprodução e eliminação de fezes, urina e ovos.CONSANGÜINIDADE
Parentesco de sangue materno ou paternoCROMOSSOMO
Segmento de filamento cromático que se destaca por ocasião definidas na formação do novo serDILUIÇÃO
Efeito do enfraquecimento da cor originalDIMORFISMO
Diferença no fenótipo entre machos e fêmeasDOMINANTE
Pássaro de caracteres dominantes às demais cores de fundoEUMALANINA
Coloração negra ou marrom que se deposita na plumagem, formando os desenhos (estrias)FATOR
Elemento que concorre para o resultado de uma mutaçãoFENÓTIPO
Características externas e visíveis de um indivíduoFEOMALANINA
Coloração marrom que se deposita nas bordas das penasGAMETA
Célula sexual do macho ou da fêmeaGENÉTICA
Ramo da biologia que estufa os fenómenos da hereditariedade e o modo como as características são transmitidas de uma geração para outraGENE
Partícula do cromossomo em que se encerram os caracteres hereditáriosGÉNOTIPO
Constituição genética interna do indivíduoHETEROZIGOTO
Indivíduo com par de cromossomos diferentesHÍBRIDO
Pássaro que provém de espécies diferentes (ex: pintassilgo com canária)HOMOZIGOTO
Indivíduo com par de cromossomos idênticosINO
Terminologia aos canários albinos, lutinos e rubinos (canários com olhos vermelho)INTENSO
Denominação ao canário com lipocromo amarelo ou vermelho, atingindo toda a extensão das penasLINHAGEM
Conjunto de pássaros com consanguinidade controladaLIPOCRÔMO
São pigmentos de origem lipídica que se manifesta nas cores amarelo, amarelo marfim, vermelho, vermelho marfim e branco dominante (parcialmente)MELANINA
Pigmentos de origem proteica, encontrado nos canários negro-marronsMUTAÇÃO
Constituição hereditária com aparecimento de carácter inexistente nas gerações anterioresMOSAICO
Canário de lipocrômo restrito em áreas específicas da plumagem )máscara facial, ombros, uropígio e peito)OXIDAÇÃO
Pigmentação melânica negra ou marrom combinada com a cor de fundoPAULISTINHA
Denominação dada ao ágata mosaico, em função da semelhança de seu desenho dorsal com as listras da bandeira paulistaPIGMENTAÇÃO
Coloração através de substânciasPENUGEM
Primeiras penas que surgem de um pássaro: remiges, retrizes e tetrizes.QUISTOS
Pela impossibilidade da pena romper a pele e atingir seu desenvolvimento, fazendo com que ela e algumas vizinhas fiquem abaixo da pele, formação de bolas (caroços)RECESSIVO
É o factor responsável pela ausência absoluta de carotenóide com inibição total do depósito de lipocrômoREMIGES
Penas grandes das asasRETRIZES
Penas do raboROLLER
Canário de canto melodioso clássico, originário da Alemanha, este canário tem canto mais baixo que os demais, tendo como único item para concurso, o cantoSÉRIE
Agrupamento de cores quanto as características lipocrómicas e melanicas semelhantesSEXO-LIGADO
Denominação à transmissão de uma mutação no cromossomo "X"SCHIMELL
Manifestação indesejável de nevadismo em algumas regiões da plumagem dos canários. Característica essa que apresenta desvantagem para efeito de concursoSIRINGE
Órgão interno do pássaro responsável pelo cantoSUBPLUMAGEM
São as penugens constituídas de penas finas, sedosas, raquis mole e barbas soltasTIPO
Avaliação da quantidade de melânina no canário. Subdivide-se em Eumelanina e FeomelaninaTETRIZES
Penas que recobrem todo o corpo do canárioUROPÍGIO
Região do corpo do pássaro, localizado junto a cauda, onde estão localizados o par de glândulas uropígiasVARIEDADE
Refere-se à cor de fundo do canário

Extraído da pagina criadouro Kakapo

Peito Seco

Lembro neste tópico que peito seco não é doença e sim conseqüência de um progressivo emagrecimento, e isto se dá por vários motivos:







-desnutrição protéica;







-ácaro nasal;







-bactérias diversas;







-micoplasmose;







-micotoxicoses;







-parasitoses;







-protozoozes;







-viroses e







-intoxicações crônicas.







Na canaricultura deve-se evitar a proliferação de qualquer doença, para isso o tratamento preventivo é o mais importante do que o curativo.